Sopa de Letras
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- Novembro 2008 (17)
1ª Lição - Confusão
As escolas tentam ensinar muita coisa ao mesmo tempo. São dezenas de matérias competindo pela atenção do aluno. E o pior, cada uma delas é estanque em si, fora do contexto, sem relação com as demais.
Possível solução - A interdissiplinariedade, tão decantada e elogiada em lei deve ser cada vez mais utilizada.
2ª Lição - A parte que te cabe nesse latifúndio
Todo ano, o aluno é colocado em uma classe. Para isso, são utilizados conceitos tão lógicos como a ordem alfabética ou a data da matrícula. Não importa se o estudante não se sente bem com os outros colegas, se seus amigos estão na outra turma, se a sala ao lado tem uma grade curricular que faz mais sentido para ele. Engula, pois transferências de turma são só aceitas em duas ocasiões: se alguém da outra turma quiser trocar também, ou em casos gravíssimos de comportamento (premia-se os bagunceiros?). Se a outra turma parece melhor, suspira-se e aceita-se o fato.
Possível solução - Use o bom senso. Se sua escola tiver mais que uma turma em qualquer classe, deixem cinco vagas disponíveis para transferências em cada uma. Se determinada classe apresentar um grande desejo de êxodo, bom, ali há um problema. Descubra-o e tome as providências cabíveis.
3ª Lição - Indiferença
Os alunos aprendem a não se importar com qualquer assunto. Quando o sinal bate, eles param o que quer que estejam fazendo, e se preparam para a próxima aula. Espera-se que crianças de dez, doze anos disponham de um botão de liga/desliga. Ao ouvir o sinal, esquece-se de tudo sobre determinada matéria, vamos para outra, sem opções. Sabe o telefone que toca no melhor do filme/novela? Pois é, seus discípulos convivem com isso diariamente. A lição que isso passa para eles é que nenhum trabalho, nenhum raciocínio merece ser concluído: o horário é onipotente. E é com essa visão que eles estarão no mercado de trabalho daqui a uns anos.
Possível solução - Em vez da parada abrupta, crie um sistema de “semáforo” em sua escola - Um “sinal amarelo” daria tempo para eles - e o professor - concluírem pensamentos e tarefas. Dez minutos depois, um “sinal vermelho” indicaria o fim da aula.
4ª Lição - Dependência emocional
Nota vermelha e conceitos para comportamentos, castigo, recompensas e a imagem do “bom aluno” ensinam às crianças a desistir de sua vontade própria e depender da autoridade. Em pouco tempo, aprendem a lição de que o bom aluno espera que o professor diga a ele o que fazer. O conformismo triunfa, enquanto a curiosidade é abandonada.
Possível solução - Dê espaço para seus alunos se manifestarem, fazerem perguntas, questionarem.
5ª Lição - Auto-estima mensal e externa
O que o aluno pensa sobre si mesmo depende da opinião de outra pessoa, um expert que dá as notas nos testes e nos boletins. Uma prova de matemática, corrigida em dois minutos, é a causa de uma crise familiar e de identidade.
Possível solução - Elogie vários fatores, não apenas as boas notas. Boa oração, facilidade em comunicação, entre outras.
6ª Lição - O Grande Irmão está vigiando você
Seus alunos estão sempre sob vigilância, dentro e fora da sala de aula. Não há espaço e tempo para assuntos e necessidades particulares. Segundo o autor, até mesmo o espaço entre uma aula e outra é apertado, pare evitar conversas contraprodutivas. Há monitores durante o intervalo. E, uma vez que se cruza o portão da escola, a vigilância continua na forma de tarefa de casa. Parêntesis: alguém aí teve a maravilhosa experiência de receber, no primário, aqueles calhamaços chamados “tarefa de férias”? Pois é. Enfim, isso tudo é feito para dar à molecada menos tempo para aprender coisas novas com seus pais, avós, ou alguma pessoa interessante da vizinhança. Afinal, para quê contaminar a matéria de nossas aulas com experiências de fora?
Possível solução - Valorize, em suas aulas, a experiência prévia de seus alunos. Utilize fatos do dia-a-dia deles para explicar novos conceitos.
"O professor medíocre conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira." (William Arthur Ward)
"Um professor afeta a eternidade; é impossível dizer até onde vai sua influência." (Henry Adams)
"Coisa
horrível é pensar ser professor quem nunca
foi discípulo."
(Fernando de Rojas)
"Um professor que tenta ensinar, sem inspirar o aluno com o desejo de aprender, está martelando em ferro frio." (Horace Mann)
"Há três tipos de professores: os que só ensinam o que sabem; os que não ensinam o que sabem; os que pensam que sabem e ensinam errado o que não sabem." (Rio Nogueira)
"O verdadeiro professor defende os alunos contra sua própria influência de mestre." (Louisa May Alcott)
"O professor é aquele que faz duas idéias crescerem onde antes só crescia uma." (Elbert Green Hubbard)
"Um
professor é aquele que se faz progressivamente desnecessário."
(Thomas Carruthers)
"Um
professor não educa indivíduos. Ele educa
uma espécie."
(George Lichtenberg)
"O paraninfo é o professor a quem incumbe a última lição e o amigo a quem cabe o primeiro conselho." (Oswaldo de Castro Aranha)
"Se eu não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro." (D. Pedro II)
"Nem todo bom aluno é bom professor." (Santos Dumont)
"A tarefa essencial do professor é despertar a alegria de trabalhar e de conhecer." (Albert Eisntein)
"O professor pensa ensinar o que sabe, o que recolheu nos livros e da vida, mas o aluno aprende do professor não necessariamente o que o outro quer ensinar, mas aquilo que quer aprender." (Affonso Romano de Sant’Anna)
"Grande professor será aquele que realiza o que ensina." (Columbano)
"Os alunos comem o que os professores digerem." (Karl Kraus)
"Quem se faz professor de si mesmo torna-se aluno de um tolo." (São Bernardo)
"Ao emendar aquilo que precisa de correção, o bom professor não é rude." (Quintiliano)
"O
professor não ensina, mas arranja modos de a própria
criança
descobrir. Cria situações-problemas."
(Jean Piaget)
"A
primeira fase do saber, é amar os nossos professores."
(Erasmo de Rotterdam)
Há nomes que, por não terem sentido completo, exigem um termo para completá-los. Esse termo é chamado complemento nominal e inicia-se sempre por preposição.
Exemplos:
Impedimos a derrubada da mata.
DERRUBADA: nome incompleto (substantivo)
DA MATA: complemento nominal
Você é igual a ele.
IGUAL: nome incompleto (adjetivo)
A ELE: complemento nominal
Todos tiveram medo do ladrão.
MEDO: nome incompleto (substantivo)
DO LADRÃO: complemento nominal
OBSERVAÇÃO. O adjunto adnominal pode, às vezes, ser iniciado por preposição.
Exemplo: A casa de madeira caiu.
O complemento nominal sempre é iniciado por preposição. Isso pode gerar, em certas frases, sérias dúvidas quanto à função do termo em estudo.
Assim, quando um termo estiver se referindo a um nome e estiver iniciado por preposição, ele será ou adjunto adnominal ou complemento nominal. Para distinguir um do outro, é conveniente usar, como critério auxiliar da análise, as orientações seguintes:
Principais diferenças entre o complemento nominal e o adjunto adnominal.
1.ª diferença:
O adjunto adnominal só se refere a substantivos (tanto concretos como abstratos).
O complemento nominal refere-se a substantivos (só abstratos), a adjetivos e a advérbios.
2.ª diferença:
O adjunto adnominal pratica a ação expressa pelo nome a que se refere.
O complemento nominal recebe a ação expressa pelo nome a que se refere.
3.ª diferença:
O adjunto adnominal pode indicar posse.
O complemento nominal nunca indica posse.
Exemplos de aplicação dos critérios acima:
As ruas de terra serão asfaltadas.
RUAS: nome (substantivo)
DE TERRA é adjunto adnominal ou complemento nominal?
Note que DE TERRA refere-se ao nome RUAS, que é um substantivo concreto (considerando a classe gramatical). Pelo 1.º critério, podemos concluir que DE TERRA só pode ser adjunto adnominal, pois o complemento nominal não se refere a substantivo concreto. Então, DE TERRA: adjunto adnominal.
A rua é paralela ao rio.
PARALELA: nome (adjetivo)
AO RIO: complemento nominal ou adjunto adnominal?
O termo AO RIO está se referindo a PARALELA, que é um adjetivo (considerando a classe gramatical). Usando o 1.º critério, podemos concjuir eu ao rio só pode ser complemento nominal, já que o adjunto adnominal nunca se refere a adjetivo.
As críticas ao diretor eram infundadas.
CRÍTICAS: nome (substantivo)
AO DIRETOR: complemento nominal ou adjunto adnominal?
Observe que CRÍTICAS expressa uma ação (ação de criticar). O termo AO DIRETOR é que recebe as críticas (o diretor é criticado). Usando o segundo critério, podemos concluir que AO DIRETOR é um complemento nominal.
As críticas do diretor eram infundadas.
CRÍTICAS: nome (substantivo)
Agora, o termo DO DIRETOR é adjunto adnominal, pois ele pratica a ação expressa pelo nome CRÍTICAS.
Do livro Novo Manual Nova Cultural – Redação, Gramática e Literatura. Professores: Emília Amaral, Severino Antônio e Mauro Ferreira do Patrocínio.1, 2, 3, 4 Próxima página